Proposta para novo e maior acelerador de partículas

quinta-feira, julho 29, 2010

Conferência de Física de Alta Energia reúne mais de mil físicos em Paris


Recentes resultados do LHC são encorajadores.
Recentes resultados do LHC são encorajadores.
Os investigadores ligados ao projeto do maior acelerador de partículas (LHC – Large Hadron Collider), até agora construído, defendem a criação de uma nova máquina de dimensões ainda mais impressionantes, com ajuda de parcerias internacionais.


A nova proposta dos cientistas é criar uma geração de aceleradores lineares, que disparem as partículas em linha recta. E dependendo de quem o quiser abrigar, este poderá ser construído em qualquer parte do mundo – entretanto, o Japão, Rússia, Estados Unidos e Suíça são possíveis candidatos.

Contudo, já há investigadores da China, Índia, Canadá e de outros países a tomar parte no projeto, segundo afirmou Barry Barish, director de um dos novos modelos propostos. Numa reunião em Paris, que termina amanhã e onde estiveram mais de mil físicos, falou-se de resultados encorajadores sobre os mais recentes resultados do LHC e discutiu-se igualmente os preparativos do seu sucessor, na Conferência de Física de Alta Energia.

Falou-se também uma máquina menor, o Tevatron, administrada pelo Fermilab, na região de Chicago. Ambos são altamente complexos e que precisaram de anos para ficarem concluídos. Rolf Heuer, chefe do Cern, organização europeia responsável pelo LHC, mostrou-se satisfeito com o que foi descoberto até agora no LHC. Apesar disso, defendeu que um novo colisador linear será necessário. É a "interação e a combinação de resultados" entre os dois diferentes tipos de aceleradores que permite o avanço da física de partículas.

Os planos para o próximo passo incluem um túnel de 50 quilómetros, o Colisador Linear Internacional (ILC), e o Colisador Linear Compacto, ou Clic, que ainda não tem preço estimado. A escolha entre os modelos dependerá dos resultados do LHC.

Descoberta molécula com forma de bola de futebol

sábado, julho 24, 2010

Fulerenos, descobertos pelo Nobel da Física de 1996, foram identificados a 6500 anos-luz

Molécula com 60 a 70 átomos de carbono encontrada no espaço (Crédito: NASA)
Molécula com 60 a 70 átomos de carbono encontrada no espaço (Crédito: NASA)

Um grupo de astrônomos detectou as maiores moléculas já encontradas no espaço numa nuvem de poeira cósmica ao redor de uma estrela. As moléculas, descobertas em laboratório há apenas 25 anos, são fulerenos e consistem em 60 ou 70 átomos de carbono organizador na forma de uma esfera, alternando hexágonos e pentágonos, o que nos remete a uma imagem semelhante à das bolas de futebol.

Como se trata de uma molécula estável, esperava-se encontrá-la em estrelas desenvolvidas e ricas em carbono. O elemento forneceria a matéria-prima da molécula e a estabilidade impediria que a mesma se quebrasse através da radiação interestelar.

Apesar da grande expectativa, ainda não tinham sido encontrados fulerenos no espaço. Foi através do Spitzer, o telescópio de infravermelhos da NASA, que o grupo de cientistas, liderado por Jan Cami, da Universidade de Wester Ontário, detectou e identificou esta molécula, segundo o artigo publicado na Science.

Harry Kroto, Nobel da Física em 1996 pela descoberta dos fulerenos, assiná-la: “Este avanço entusiasmante fornece provas convincentes que os fulerenos, como sempre suspeitei, existiram desde tempos imemoráveis nos recantos escuros da nossa galáxia”.

O sinal, que permitiu identificar esta curiosa molécula, foi originário de uma estrela de Ara, no hemisfério celestial sul, a 6500 anos-luz de distância da Terra.

Gel vaginal reduz risco de contágio da SIDA

quarta-feira, julho 21, 2010

Incidência do VIH diminuiu em 54 por cento entre as mulheres que participaram no estudo



Um gel vaginal que contém uma pequena percentagem do antiretroviral Tenofovir pode reduzir em 54 por cento o risco de contaminação com o vírus da SIDA entre mulheres com parceiros infectados, revela um estudo publicado na revista Science e divulgado no congresso internacional sobre esta doença, que decorre em Viena até sexta-feira.

A investigação, iniciada em Fevereiro de 2007 por uma equipa de investigadores sul-africanos, pretende aferir a eficácia de um gel vaginal contendo um por cento de Tenofovir enquanto método de prevenção de contágio com o VIH em mulheres com parceiros sexuais seropositivos. Foram envolvidas no estudo 898 mulheres sul-africanas seronegativas entre os 18 e os 40 anos, tendo 445 delas experimentado o gel com antiretroviral 12 horas antes da relação sexual.

Os resultados revelaram que a incidência do VIH diminuiu em 54 por cento entre as mulheres que usaram escrupulosamente, durante um ano, o gel microbicida, o que faz os autores acreditarem que este gel pode ser "importante na prevenção" da infecção com o vírus da SIDA, especialmente entre as mulheres com parceiros sexuais que se recusam a usar preservativos ou sejam poligâmicos.

Contactada pela agência Lusa, a médica Maria José Campos sustentou que o gel microbicida pode ser um método de prevenção "eficaz", atendendo a que, pela primeira vez, foi testado com sucesso com um medicamento ativo contra o VIH. Contudo, ressalvou, terão de ser feitos mais testes para se comprovarem os resultados, antes de ser feito o pedido de comercialização.

Fonte: Ciência Hoje

Vacinas sem seringas

terça-feira, julho 20, 2010

Adesivo biodegradável poderá substituir método tradicional de vacinação


Investigadores americanos estão a desenvolver uma vacina em forma de adesivo que poderá substituir as seringas tradicionais, revela um estudo publicado na revista científica Nature Medicine.

O adesivo é composto por uma centena de agulhas microscópicas de 0,65 milímetros de comprimento que dissolvem quando entram em contacto com a pele, possibilitando também a auto-vacinação.

Desenvolvido pela Emory University e pelo centro científico Georgia Institute of Technology, este novo material foi testado em ratos e revelou-se até mesmo mais eficaz na imunização contra doenças como gripe do que as seringas. Os animais que receberam a vacina anti-gripe através dos adesivos desenvolveram um sistema imunitário mais resistente do que os que receberam a vacina pelo método tradicional.

Esta nova tecnologia permite também a aplicação de vacinas em larga escala durante pandemias ou em situações de calamidade, uma vez que não necessita de ser administrada por um especialista.

Outra vantagem tem a ver com o fato de “não sobrarem agulhas perigosas no processo" de vacinação, refere Richard Compans, da Emory University e co-autor do artigo, acrescentando que pretendem fazer alguns testes em humanos nos próximos tempos.

Fonte: Ciência Hoje

Vacina universal contra vírus da gripe

segunda-feira, julho 19, 2010

Início da vacinação previsto para 2013...

Vacina mostrou-se eficaz em vários subtipos do vírus
Vacina mostrou-se eficaz em vários subtipos do vírus
Uma equipa internacional de cientistas está perto de conseguir produzir uma vacina contra vários tipos de gripe que atua durante vários anos.

Na notícia avançada pela «Science», os investigadores do Instituto Nacional Norte-Americano de Alergias e Doenças Infecciosas afirmam que a vacina vai começar a ser testada em seres humanos já em 2013.

Esta vacina universal difere das atualmente utilizadas pois os cientistas conseguiram encontrar uma nova abordagem para a imunização.

As atuais vacinas contra o vírus da gripe sazonal induzem a produção de anticorpos que atacam a proteína na superfície do vírus, que muda muito rapidamente e o vai tornando resistente ao tratamento.

A solução proposta pelos investigadores, que trabalharam com ratos, furões e macacos, passa por cobrir o sistema imunitário com o ADN do vírus e fortalecê-lo com uma vacina sazonal.

Dessa forma, o sistema imunitário produziu anticorpos capazes de neutralizar uma ampla gama de vírus da gripe.

A vacina mostrou-se eficaz nos vários subtipos do vírus AH1N1, incluindo o H5N1, o vírus da gripe das aves.
Agora, “será necessária mais investigação para determinar se o método funciona da mesma forma com os seres humanos”, ressalvam os investigadores.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Galinha surgiu antes do ovo

sexta-feira, julho 16, 2010

Enigma  foi desvendado por investigadores ingleses
Enigma foi desvendado por investigadores ingles

O enigma sobre o que surgiu primeiro, se o ovo ou a galinha, foi esclarecido por investigadores das Universidades de Sheffield e Warwich, no Reino Unido.

De acordo com os resultados obtidos, a galinha apareceu antes, na medida em que a formação da casca do ovo depende de uma proteína que só é encontrada nos ovários deste tipo de ave. Assim sendo, o ovo só pôde existir depois de ter surgido a primeira galinha.

A proteína em questão - ovocledidin-17 (OC-17) - atua como um catalisador para acelerar o desenvolvimento e cristalização da casca, cuja estrutura rígida é necessária para abrigar a gema e os seus fluidos de protecção, enquanto o pinto se desenvolve.

Nesta investigação foi utilizado um super computador – HECToR - para visualizar de forma ampliada a formação de um ovo. Este indicou que a OC-17 é fundamental no inicio da formação da casca, pois transforma o carbonato de cálcio em cristais de calcita, que compõem a casa do ovo.

Segundo Colin Freeman, do Departamento de Engenharia Material da Universidade de Sheffield, "há muito tempo que se suspeita de que o ovo surgiu primeiro, mas agora há provas científicas de que a galinha foi sua precursora."

John Harding, outro cientista da mesma universidade, considera que o estudo poderá servir como base para outras investigações. "Entender como funciona a produção da casca de ovo é interessante, mas também pode ser uma pista para a concepção de novos materiais e processos", referiu.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Moderar o stress para combater doenças oncológicas

domingo, julho 11, 2010

Testes em roedores fazem acreditar em possíveis tratamentos neurológicos para o cancro

O stress em dose moderada pode fazer bem ao corpo, ajudando até a lutar contra o cancro, anuncia um estudo de investigadores dos Estados Unidos e da Nova Zelândia divulgado hoje na revista científica Cell.

Experiências realizadas em roedores mostraram que os animais submetidos a situações de stress, até mesmo em situações de luta, conseguiram combater melhor o cancro do que outros ratos num ambiente tranquilo, o que, de acordo com os investigadores, aponta possíveis tratamentos neurológicos para o cancro.

“A forma como vivemos pode muito bem ter um impacto muito maior no prognóstico do cancro do que até agora se reconhecia”, afirmou o neurocientista Matthew During.

A equipa de cientistas injectou melanoma - o cancro de pele mais mortal - nos ratos e deixou o tumor desenvolver-se. Alguns dos animais foram colocados numa gaiola espaçosa, com muitos brinquedos e muito mais ratinhos do que é normal. Outros foram deixados em gaiolas comuns de laboratório.

Três semanas depois do início da experiência, os tumores tinham-se reduzido quase para metade nos animais deixados na gaiola considerada com mais estímulos. Depois de sete semanas, a redução foi de 77 por cento.

Sem qualquer tratamento, a doença desapareceu em 17 por cento desses ratos, enquanto nos animais que permaneceram nas gaiolas comuns o cancro continuou a crescer normalmente.

Os investigadores acreditam que a estimulação desenvolveu stress moderado nos ratinhos, o que terá levado à libertação de hormonas que tiveram efeitos positivos em relação ao cancro. Deste modo, embora geralmente se diga que o stress é pouco saudável, a equipa de Matthew During acredita que a resposta do corpo a situações stressantes é complexa.

Segredo não está no exercício

Para demonstrar que os benefícios não foram provocados por exercício físico, os ratos nas gaiolas comuns tiveram rodas de corrida, tendo praticado três vezes mais exercício do que os animais na gaiola colectiva.

Os investigadores revelaram que os ratos do ambiente onde foi induzido algum stress produziram uma substância adicional do cérebro denominada factor neurotrófico - um estimulador da produção de neurónios que reduz a leptina, hormona associada ao apetite e ao melanoma, cancro da mama e da próstata.

Embora a leptina e o próprio melanoma tenham efeitos diferentes nas pessoas do que nos ratos, os cientistas julgam que os resultados desta experiência ajudarão a descobrir mecanismos ligados ao cancro nos seres humanos.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Descobertos anticorpos que podem impedir infecção por HIV

sábado, julho 10, 2010

Estudo de investigadores norte-americanos é publicado hoje na revista Science

Anthony Fauci, director do Instituto de Alergias e  Doenças Infecciosas norte-americano
Anthony Fauci, director do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano
Investigadores do Instituto Nacional de Saúde norte-americano descobriram dois anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maior parte dos tipos de vírus da imunodeficiência humana (VIH), abrindo caminho a uma vacina eficaz contra a sida. O estudo é hoje publicado na revista «Science».

Mais de um quarto de século sobre a identificação do VIH, responsável por 30 milhões de mortos em todo o mundo, a procura de uma vacina contra a infecção continua a ser uma constante.

De acordo com os autores do trabalho, os dois anticorpos descobertos – VRCO1 e VRCO2 – mostraram um elevado potencial a impedir a infecção de células humanas para 90 por cento das variedades de VIH em circulação. Os investigadores demonstraram também o mecanismo biológico pelo qual os anticorpos bloqueiam o vírus.

“A descoberta destes antigenes com poderes excepcionais na neutralização do VIH e a análise à forma como eles operam representam avanços que vão acelerar os nossos esforços para descobrir uma vacina capaz de proteger de forma abrangente contra o vírus da sida”, explica Anthony Fauci, director do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano, que co-dirigiu as equipas de investigação.

Num comunicado citado pela agência noticiosa France Presse, o responsável salientou que a técnica usada pelas equipas de investigação para descobrir estes anticorpos “representa uma nova forma de abordagem que pode ser aplicada à concepção ou ao desenvolvimento de vacinas contra outras doenças infecciosas”.

Os virologistas descobriram estes anticorpos produzidos naturalmente pelo organismo no sangue de um seropositivo. Conseguiram depois isolá-los através de um novo instrumento molecular.

Após esta descoberta, os investigadores começaram a desenvolver os componentes de uma vacina que pode ensinar o sistema imunitário humano a produzir grandes quantidades de anticorpos semelhantes aos anticorpos VRCO1 e VCRO2.

Artigo: Rational Design of Envelope Identifies Broadly Neutralizing Human Monoclonal Antibodies to HIV-1

Células estaminais têm potencial anti-cancerígeno

sábado, julho 03, 2010

Testes realizados em animais com resultados positivos

Matriz extracelular das células estaminais inibe  crescimento de tumores
Matriz extracelular das células estaminais inibe crescimento de tumores
Um estudo publicado na revista Cancer Letters revelou que as células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical conseguem inibir o crescimento de células tumorais metastáticas em tumores agressivos.
De acordo com os autores, a matriz extracelular (proteínas e polissacarídeos secretadas) das células que são obtidas a partir do sangue do cordão umbilical induz nos tumores um aumento dos níveis de uma proteína com efeitos anti-tumorais. Simultaneamente, esta matriz promove a secreção de um outro factor que suprime uma via de sinalização celular muito importante na formação do
cancro.

Nesta investigação, células tumorais de um cancro da mama foram expostas durante dois dias a células estaminais mesenquimais do sangue do cordão umbilical, tendo depois sido injectadas em fêmeas de ratos. Passados 43 dias, os volumes dos tumores no grupo tratado com células estaminais eram significativamente menores do que nos animais do grupo de controlo, tendo sido demonstrada a inibição do crescimento das células cancerígenas e da progressão do tumor.

Células tumorais e micro-ambiente


O cancro é uma doença complexa, na qual existe uma relação dinâmica entre as células tumorais e o micro-ambiente que as envolve. Nos tumores existem células estaminais cancerígenas que têm algumas características em comum com as normais.

Ambos os tipos de células estaminais são profundamente influenciados pelos respectivos micro-ambientes envolventes, o que dita o seu destino celular e comportamento. A compreensão do efeito inibitório do micro-ambiente das células estaminais mesenquimais pode vir a permitir o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas de combate ao cancro.

David Ferreira, responsável médico da Crioestaminal, afirma que “trata-se de um trabalho de investigação que vem clarificar a relação entre algumas substâncias da matriz extracelular, produzidas por células estaminais mesenquimais, com potencialidades inibitórias do crescimento tumoral, podendo assim contribuir na definição de novos alvos terapêuticos no tratamento do cancro.”

Fonte:http://www.cienciahoje.pt

Cientistas criam pulmões artificiais para transplantes

segunda-feira, junho 28, 2010

Órgãos de porcos e macacos podem vir a ser úteisEsquema da técnica usada pelos cientistas (Crédito: Yale University)



Um estudo publicado hoje na Science dá um passo para o futuro em que os pulmões para transplantes e para a investigação científica se fabricam em laboratório.

O método é ainda experimental e pode demorar décadas a tornar-se realidade, mas a mostrar-se viável poderia acabar com a enorme escassez de pulmões para transplantes em todo o mundo.


Esta investigação pode desenvolver ainda uma nova geração de órgãos artificiais sem necessidade de testes de laboratório em animais.

Os autores afirmam ter conseguido reconstruir um pulmão de um rato que tinha sido previamente esvaziado. A técnica, já utilizada para reconstruir corações, fígados e outros órgãos, consiste em retirar todas as células de um pulmão de um rato adulto através de detergentes especiais.

O resultado é um tecido em forma de pulmão sem veias, alvéolos, DNA ou qualquer outros rastro do dador do órgão.

Introduz-se esse esqueleto num tanque que imita um útero e é banhado por células de ratos recém-nascidos. Também se injecta ar para que recupere a elasticidade, característica fundamental na respiração. Em oito dias o órgão está pronto para sair do tanque e ser transplantado.

Estrutura, órgãos e células

“Os pulmões ainda não são perfeitos, mas já demonstramos que funcionam”, explica Thomas Petersen, investigador da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e co-autor do estudo.

Após o tratamento, os pulmões recuperam os componentes que permitem a respiração.

Uma vez injectadas, as células epiteliais reconstroem os alvéolos.

Outro tipo de células, as endoteliais, reconstrói os vasos sanguíneos que enviam o oxigénio ao resto do corpo. Transplantados em ratos receptores, os pulmões funcionaram correctamente durante duas horas.

“Nesta fase, só queríamos provar que é possível usar esta técnica para reproduzir o intercâmbio de gases que faz com que seja possível respirar”
, explica Petersen que garante que a sua equipa já está a preparar outras experiências de maior duração.

“Como apenas usámos a estrutura e não o órgão em si, acreditamos que também poderíamos usar pulmões de porco ou de chimpanzé para futuros transplantes em humanos”, declara o co-autor que adverte: “Chegar a aplicar isto numa clínica poderia levar vinte anos”.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Tratamento genético pode impedir manifestação do HIV

domingo, junho 20, 2010

Testes realizados nos EUA foram positivos


O  linfoma é uma das manifestações mais comuns do HIV
O linfoma é uma das manifestações mais comuns do HIV
Um estudo publicado na revista a " Science Translational Medicine" sugere que os medicamentos utilizados para combater o vírus HIV poderiam ser substituídos por tratamentos genéticos.

Esta nova técnica consiste na inserção de genes na corrente sanguínea dos pacientes, pelo que a sua aplicação pode substituir o actual regime de combinação de fármacos para impedir a manifestação da sida em pacientes infectados com o HIV, indica o estudo liderado por David DiGiusto, da Universidade da Pensilvânia (EUA).

A técnica foi aplicada em pacientes com linfoma, uma das manifestações mais comuns da infecção do HIV. Geralmente, no tratamento destes doentes, juntamente com a quimioterapia, aplica-se uma extracção parcial da sua medula óssea, seguida por um transplante dos seus próprios glóbulos vermelhos não infectados.

Resultados positivos

Quatro doentes foram submetidos a esse novo procedimento, sendo que os cientistas lhes inseriram um vector com genes antivírus, assim como células de um transplante normal.

David  DiGiusto, líder do estudo
David DiGiusto, líder do estudo
Já no interior das células, esse vector transmitiu três factores diferentes que interromperam a multiplicação do vírus. Nenhum dos pacientes revelou sintomas de intoxicação sanguínea e os glóbulos de todos mostraram expressões dos genes antivírus da sida. Além disso, 18 meses depois, o número desses antivírus tinha aumentado em dois dos quatro pacientes.

Os resultados indicam também que o procedimento é aparentemente seguro e que as células que receberam o novo material genético sobreviveram. No entanto, os cientistas admitiram que ainda existem obstáculos e que o próximo passo será assegurar que as células sanguíneas que recebem os genes de protecção contra a sida não sejam destruídas pelo sistema imunitário do paciente.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Substituição de osso através de derretimento a laser

sábado, junho 19, 2010

Estudo da Universidade de Aachen, Alemanha



Implantes substituirão falhas faciais, como ossos dos maxilares e  do crânio
Implantes substituirão falhas faciais, como ossos dos maxilares e do crânio

Em emergências médicas, uma perfuração no crânio é comummente tratada com implantes. Enquanto que as substituições de titânio mal conseguiam ser introduzidas na cavidade aberta, o novo tipo de implante degradável estimula o corpo e regenera-se automaticamente: encaixa perfeitamente e desaparece à mesma extensão que o osso cresce. A recente intervenção foi desenvolvida por uma equipa do Centro Médico da Universidade de Aachen, na Alemanha.

O nosso organismo consegue curar pequenas fracturas ósseas – mas com ferimentos maiores, é necessário alguma intervenção, como o uso de implantes, por exemplo. Em contraste, soluções a longo termo baseadas em implantes de titânio degradáveis estão prestes a substituir as peças que faltam no osso até que a fissura se feche. A sutura poderá demorar meses, ou mesmo anos, dependendo do tamanho do defeito, da idade e da saúde do paciente.

A novidade intensifica o processo de cura e emerge do projecto «Resobone» – uma iniciativa do ministério federal para a educação e investigação – e cada implante será adequado ao visado. Contrariamente aos ossos convencionais substituídos, este não é feito de massa e é poroso. Pequenos canais permeáveis, no implante, penetram alguns cem micrómetros. “Esta precisão encaixa perfeitamente na estrutura porosa, combinada com um novo biometerial, permite uma reconstrução total do osso que até aqui era impossível de realizar”, segundo disse Ralf Smeets, da University Medical Center of Aachen.

O canal poroso cria uma estrutura de treliça para onde a superfície óssea adjacente pode crescer. A estrutura base é constituída por poliláctico sintético, ou PLA (ácido poliláctico). A estrutura granulada de fosfato de tricálcio (TPC) armazenada assegura rigidez e estimula o processo natural de cura. O TCP e PLA já provaram ser degradáveis.

O organismo consegue catabolizar ambas as substâncias, tão rapidamente quanto o crescimento natural da estrutura óssea. Contudo, este material apenas poderá ser aplicado em locais não sujeitos a condições severas: substituirão falhas faciais, como ossos dos maxilares e cranianos. Actualmente, já corrigem fissuras de até 25 centímetros quadrados.

Estrutura degradável

A sua única estrutura é feita através de um processo industrial desenvolvido no Instituto de Fraunhofer for Laser Tecnologia ILT, em Aachen, para a criação de protótipos industriais. Um raio laser fino derrete cada camada pulverizada do material em estruturas que podem ser tão delicadas como 80 a 100 micrómetros.

A tomografia do paciente serve de modelo para o implante preciso. O processo é coordenado em sequências com bastante precisão para que o osso defeituoso possa ser produzido em poucas horas, e uma grande porção craniana, por exemplo, poderá ser feita durante uma noite.

Para além da rapidez, o processo tem reduzido substancialmente o número de cirurgias. Os médicos já não usam o osso pélvico do próprio paciente para fazer um implante. Ainda permite a realização de inúmeras operações complementares em crianças que não precisarão de para trocar de implantes a longo prazo, durante o crescimento. “Realizamos nossa meta: uma corrente fechada de produção de implantes ósseos individuais construídos com materiais degradáveis”, concluiu Höges.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Descoberto planeta mais jovem fora do Sistema Solar

sexta-feira, junho 18, 2010

Estrela de Beta Pictoris b tem 12 milhões de anos


Ilustração do planeta gigante Beta Pictoris b (Crédito: L. Calçada,  ESO)
Ilustração do planeta gigante Beta Pictoris b (Crédito: L. Calçada, ESO)

Foi encontrado, através de observação directa, o planeta mais jovem fora do Sistema Solar.

A equipa de astrónomos utilizou o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, para acompanhar o movimento do exoplaneta Beta Pictoris b, um gigante com nove vezes a massa de Júpiter.

O sol do planeta, uma estrela branca chamada Beta Pictoris, é também a mais nova estrela conhecida a abrigar um planeta.

A Beta Pictoris tem apenas 12 milhões de anos, contra os 4,5 mil milhões de anos do Sol do nosso Sistema Solar. Situa-se a 60 anos-luz da Terra, na constelação Pictor.

A descoberta, publicada na Science, demonstra que os planetas gigantes podem formar-se próximo das estrelas em períodos muito mais curtos do que se pensava.

Até hoje, foram encontrados 450 exoplanetas. Porém, Beta Pictoris b é um dos poucos a ter sido detectado por observação directa (sem o uso de medições indirectas, baseadas nas variações do brilho reflectido pelo planeta).

O mais recente exoplaneta descoberto pode ainda fornecer pistas sobre a formação de planetas gigantes como Júpiter.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

Cientistas conseguem ativar célula usando genoma sintético

quarta-feira, maio 26, 2010

Construção de genoma a partir de banco de dados pode levar à criação de organismos "sob medida"

Imagem da cultura de células sintéticas, por microscópio eletrônico. Divulgação/Science

Pesquisadores criaram a primeira célula controlada por um genoma sintético.O trabalho é descrito na edição desta semana da revista Science e, segundo seus autores, poderá levar à produção de micro-organismos especialmente criados para desempenhar funções específicas, como secretar biocombustíveis, retirar poluentes da atmosfera ou produzir vacinas.

A equipe de cientistas, liderada por J. Craig Venter, que chefiou o programa privado de sequenciamento do genoma humano, já havia sintetizado um genoma de bactéria, e já havia transplantado o genoma natural de uma bactéria para outra. Venter, ao apresentar o novo feito numa entrevista coletiva, referiu-se ao experimento do transplante, publicado em 2007, como "filosoficamente, um dos mais importantes que fizemos", por mostrar "como a vida pode ser dinâmica".

Agora, os cientistas uniram os dois avanços e criaram o que chamam de "célula sintética", introduzindo um genoma artificial, copiado de uma bactéria, numa estrutura celular natural

"Esta é a primeira célula sintética já feita, e nós a chamamos de sintética porque ela é totalmente derivada de um cromossomo sintético, feito com quatro garrafas de produtos químicos e um sintetizador, a partir de informação em nosso computador", disse Venter, em nota.

"Esta passa a ser uma ferramenta muito importante para tentar projetar o que queremos que a biologia faça", acrescentou.

Nos planos dos autores está a criação de algas capazes de capturar dióxido de carbono e transformá-lo em novos combustíveis. Eles também estudam meios de acelerar a produção de vacinas.

No trabalho publicado na Science, a equipe de Venter sintetizou o genoma da bactéria M. mycoides, acrescentando a ele uma "marca d'água" para distingui-lo da versão natural.

A marca d'água inclui, segundo Venter, os nomes de coautores e colaboradores do estudo, um endereço na internet - incluindo um e-mail que quem decifar o código pode acessar - e três citações, incluindo uma de James Joyce e uma do físico Richard Feynman: "O que sou incapaz de construir, sou incapaz de compreender". Tudo codificado em DNA.

Como as máquinas atuais apenas conseguem montar sequências curtas de DNA, os cientistas inseriram os fragmentos em leveduras, cujas enzimas reparadores de DNA "amarraram" as sequências. Eles então transferiram as sequências de tamanho médio para a bactéria E. coli e de volta para a levedura. Depois de três rodadas de montagem, havia um genoma de mais de um milhão de bases pronto.

O genoma sintético então foi transplantado para um outro tipo de bactéria, M. capricolum. O novo genoma "ativou" as células receptoras, que passaram a se comportar e a produzir proteínas como se fossem M. mycoides.

Embora as primeiras células fossem a combinação de uma estrutura pré-existente com o DNA sintético, elas se reproduziram, gerando células criadas inteiramente de acordo com as instruções do genoma artificial, disseram os autores.

A célula original já passou por mais de 1 bilhão de etapas de reprodução, e a colônia encontra-se atualmente congelada. Os pesquisadores dizem que o obejtivo final é a construção de genomas originais, e não de meras cópias do que já exsite na natureza, mas que esse passo - a cópia - era necessário antes que novos avanços sejam possíveis.

Ainda segundo Venter, a criação da célula sintética só ocorreu após uma extensa análise bioética, realizada no fim do século passado. "Pedimos uma revisão dos riscos, desafios e questões éticas envolvidos na criação de novas espécies em laboratório", disse ele.

Venter reconheceu que a tecnologia do DNA sintético poderá ser usada para a criação de novos agentes causadores de doenças. Mas afirmou que, em si, a técnica representa "um aumento linear na capacidade de fazer o mal e um aumento exponencial na capacidade de fazer o bem".

Fonte:http://www.estadao.com.br/

Sequênciado pela primeira vez genoma de anfíbio.

terça-feira, maio 25, 2010

Rã partilha 1700 genes com o ser humano e pode ajudar a perceber desenvolvimento de doenças



Rã  africana foi o primeiro anfíbio a ter a sequência genética desvendada
Rã africana foi o primeiro anfíbio a ter a sequência genética desvendada
Pela primeira vez um grupo de investigadores conseguiu sequenciar o genoma de um anfíbio. Trata-se de uma espécie de rã africana, a Xenopus tropicalis, uma das mais utilizadas em laboratório e que se junta à lista de mais de 175 organismos, desde a mosca da fruta ao ser humano, cujo mapa genético foi quase totalmente desvendado.

O animal tem até 21 mil genes − quase tanto como o ser humano. A descoberta pode dar lugar a avanços importantes no estudo da saúde humana, já que o batráquio comparte connosco 1700 genes relacionados com doenças como o cancro, a asma ou patologias coronárias.


O estudo, publicado na Science, poderá ainda ajudar a compreender as causas da grande mortalidade de anfíbios em todo o mundo.

A sequência do genoma do Xenopus tropicalis é resultado do esforço conjunto de investigadores de vinte instituições científicas de todo o mundo, dirigidos por Uffe Hellsten, do Joint Genome Institute em Walnut Creek, na Califórnia.

O genoma desta rã, que vive nos charcos da África subsariana, é composto por mais de 1,7 mil milhões de bases químicas implantadas em dez cromossomas. Tem entre 20 e 21 mil genes, quase tanto como os humanos, cuja sequência é composta por 23 mil.

Rã partilha 1700 genes com o ser humano
Rã partilha 1700 genes com o ser humano
As descobertas baseiam-se no DNA de apenas uma rã africana. Este material foi dividido em pequenas partes que multiplicaram muitas vezes para serem enviadas para os laboratórios de todo o mundo.

“É um grande avanço. Agora começa o verdadeiro trabalho: compreender como e quando os genes são activados e como funcionam durante o desenvolvimento de uma doença”, explica Jacques Robert, investigador de imunologia da Universidade do Rochester Medical Center. A equipa identificou as regiões do genoma da rã onde os genes estão dispostos quase do mesmo modo que no ser humano e na galinha.

Genoma ancestral

Estas zonas comuns são essencialmente fragmentos de um genoma antigo que o homem e a rã compartilharam nas primeiras etapas do desenvolvimento, que remonta ao tempo anterior em que tomaram caminhos distintos − há 360 milhões de anos – o último antepassado comum de todos os mamíferos, aves, rãs, salamandras e dinossauros que alguma vez viveram no planeta.

Já que os cientistas tentam compreender como funcionam os grupos de genes, esta investigação pode dar resposta a muitas dúvidas sobre o desenvolvimento de doenças cardíacas ou do cancro. Também poderá avançar com o conhecimento acerca do sistema imunológico e ajudar milhões de pessoas com asma, lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatóide, cancro ou Alzheimer.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

O Sol observado ao pormenor

sábado, abril 24, 2010

Observatório Dinâmico Solar, da NASA,
permitirá conhecer melhor a nossa estrela



Lan
çado pela NASA no passado mês de Fevereiro, o Observatório Dinâmico Solar (SDO) já está a enviar imagens do Sol. Estas confirmam a capacidade que o dispositivo tem para revelar novas informações acerca dos processos dinâmicos da nossa estrela. Algumas das imagens mostram explosões solares com um detalhe nunca antes conseguido. O SDO fez também a sua primeira medição em alta definição de explosões solares com uma ampla gama de comprimentos de onda ultravioletas.

Os investigadores da NASA – Agência Espacial Norte-Americana acreditam que o SDO vai mudar o que se sabe sobre o Sol e de que modo os seus processos podem afectar a vida na Terra. “Esta missão vai ter um grande impacto na ciência, semelhante ao que teve o Telescópio Espacial Hubble”, diz em comunicado Richard Fisher, um dos responsáveis pelo projecto.

O SDO, que foi lançado em 11 de Fevereiro de 2010, vai ter uma missão de cinco anos. Durante esse tempo analisará o campo magnético do Sol e proporcionará uma melhor compreensão acerca papel do Sol na química da atmosfera da Terra e no clima.

O observatório fornecerá imagens com dez vezes mais pormenor do que a televisão de alta definição e enviará dados mais abrangentes e com mais rapidez do que qualquer outra sonda solar.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Quem envia sinais de rádio a partir da galáxia M82?

sexta-feira, abril 23, 2010

Investigadores desconhecem objeto que emite ondas nunca antes observadas em todo o Universo


Galáxia  M82 (Crédito: NASA, ESA e The Hubble Heritage Team)
Galáxia M82 (Crédito: NASA, ESA e The Hubble Heritage Team)
Algo estranho está a passar-se nas proximidades da nossa galáxia. A menos de 12 milhões de anos-luz da Via Láctea, um misterioso objecto começou a emitir ondas de rádio, numa forma que era desconhecida até ao momento em todo o Universo.

Os astrónomos questionam-se sobre o que pode estar a causar as estranhas emissões, mas a verdade é que estes sinais não são compatíveis com nenhum dos fenómenos conhecidos.

Segundo os cientistas, a resposta mais plausível terá a ver com a própria galáxia onde se encontra o estranho emissor. A M82 é, de facto, uma starburst galaxy, ou em português, uma galáxia de explosão estelar, na qual a taxa de nascimento de estrelas é muito superior a uma galáxia normal.


Por este motivo, a M82 é até cinco vezes mais brilhante que a Via Láctea. No entanto, e após um ano de intensas observações, a realidade é que ninguém sabe ainda explicar a razão das microondas.

“Não sabemos o que é”, afirma Tom Muxlow, do Centro de Astrofísica Jodrell Bank, na Grã-bretanha, e co-descobridor deste fenómeno.

Velocidade mais rápida do que a luz

A estas características insólitas junta-se mais uma também surpreendente: a velocidade aparente do objecto é quatro vezes superior à da luz, ou seja, um milhão e duzentos mil quilómetros por segundo.

Sala de controlo do Centro de Astrofísica Jodrell Bank
Sala de controlo do Centro de Astrofísica Jodrell Bank
Até então, essas classes de velocidades supraluminais tinham sido apenas observadas em fluxos de matéria que expelem alguns dos maiores buracos negros do Universo.

“O novo objeto, que apareceu em Maio de 2009, deixou-nos a pensar. Nunca tínhamos visto nada sequer parecido”, assegura Muxlow.

Brilho intenso e constante

Desde essa data, os investigadores têm estudado algumas das características da galáxia. Por exemplo, a rotação e o brilho: “O objecto gira muito rapidamente, uma vez a cada poucos dias e o brilho não dá sinais de atenuar desde que foi detectado”, explica o cientista.

Estes dados descartam a possibilidade de o objecto ser uma supernova, algo considerado habitual em galáxias como a M82. Se assim fosse, o objecto brilharia em longitudes de onda de rádio durante apenas algumas semanas para depois ir apagando-se em poucos meses − o que não está a acontecer a este objecto, cujo brilho permanece constante.

O objecto, ainda sem nome, foi descoberto casualmente enquanto a equipa de Muxlow estudava uma explosão estelar na M82, utilizando a rede de radiotelescópios britânica MERLIN. Os cientistas depararam-se com um potente emissor que, ao contrário das supernovas não se apagava lentamente, mas que mudava de intensidade de brilho ao longo de todo o ano, mantendo um espectro constante.

Imagem rádio da M82 através da MERLIN. Captada entre 25 de Abril e 3  de Maio de 2009, demonstra  a aparição súbita do misterioso objecto
Imagem rádio da M82 através da MERLIN. Captada entre 25 de Abril e 3 de Maio de 2009, demonstra a aparição súbita do misterioso objeto


Os restos de uma explosão de estrelas

O objecto em questão não esta próximo do centro do M82, onde o grande buraco negro central pode expulsar matéria a velocidades aparentemente similares, mas encontra-se na sua periferia, onde esta classe de fenómenos relativistas não é de todo possível.

Existem poucas possibilidades que expliquem a existência do objecto. Uma delas é que se trate de um pequeno microquasar, ou seja, o restante de uma explosão de uma estrela massiva, um pequeno buraco negro ou uma estrela de neutrões de entre dez a vinte massas solares que começa a alimentar-se de uma outra.

Os microquasares emitem ondas de radiofrequência, mas nenhum dos anteriormente observados o faziam com intensidade detectada no M82.

Alem disto, os microquasares emitem também raios X, mas o misterioso objecto permanece em silêncio absoluto nessas longitudes de onda.

Corpos densos numa galáxia especial

Poderá tratar-se de um megamicroquasar? Muxlow não se atreve a afirmar tal coisa e prefere não arriscar até possuir mais dados. Para o investigador, a melhor explicação é que esta estranha fonte de rádio é alguma classe de corpo muito massivo e denso, talvez um buraco negro numa estrutura pouco habitual.

Impressão artística de um microquasar
Impressão artística de um microquasar
Como a M82 é uma galáxia com uma elevada taxa de formação estelar, pode ser que essa característica lhe permita a existência de tais objectos, desconhecidos nas outras galáxias.

“Acabamos de começar a processar os dados da região central da M82 procedentes de vinte radiotelescópios de todo o mundo. Essas imagens vão permitir-nos examinar a estrutura da nova fonte de rádio com mais detalhe. De qualquer modo, processar uma quantidade tão grande de dados será um trabalho árduo e penoso”
, afirma Muxlow que conclui: “Só depois poderemos dizer efectivamente se se trata ou não de uma forma rara de microquasar” ou de algo novo e completamente desconhecido até ao momento.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Um embrião com três pais

quinta-feira, abril 22, 2010

Duas mulheres e um homem envolvidos na concepção podem ajudar a evitar doenças


Técnica através da fertilização in vitro para evitar  doenças
Técnica através da fertilização in vitro para evitar doenças
A última descoberta da fecundação in vitro é o transplante de DNA − uma técnica que utiliza óvulos de duas mulheres e esperma de um homem para conceber embriões sem doenças graves.

Para ter um filho saudável pode não bastar apenas um óvulo e um espermatozóide. Nas famílias em que há incapacidades como a distrofia muscular ou a ataxia cerebral, de geração em geração, a solução poderia passar por submeter-se a um novo procedimento que permite eliminar essa herança imperfeita em laboratório.


Cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, demonstraram que é possível criar embriões humanos saudáveis a partir de material genético de duas mulheres e um homem. A investigação, publicada na mais recente edição da Nature, poderá estar disponível nas clínicas de reprodução assistida dentro de três anos

A técnica foi pensada para evitar a transmissão de doenças mitocondriais, um grupo de 150 patologias não muito frequentes, mas devastadoras. São doenças que causam demência, cegueira, distúrbios no sistema nervoso e nos órgãos vitais como no coração ou nos rins. Transmitem-se por via materna, através do DNA que existe nas mitocôndrias, fora do núcleo do óvulo.

Estas estruturas estão em todas as células do organismo, excepto no sangue. As mitocôndrias são responsáveis pela produção da energia necessária à vida. Uma característica única destes organelos celulares é que o seu próprio DNA é procedente da mãe.

Mitocôndrias a vermelho e núcleo a azul
Mitocôndrias a vermelho e núcleo a azul
Para evitar a transmissão dessa carga genética, que pode transportar doenças, a nova técnica baseia-se num “transplante de mitocôndrias” ao embrião. Através da fecundação in vitro, extraem-se os núcleos dos espermatozóides do pai e o óvulo da mãe, que contêm o DNA dos pais, onde as mitocôndrias defeituosas não entram. Os núcleos são implantados posteriormente no óvulo de uma mulher saudável, sem o núcleo mas com as suas mitocôndrias.

Mudar a bateria

“O que fazemos é como mudar a bateria de um computador. Com a entrada de energia necessária, funciona correctamente e a informação do disco duro não se altera”, explica Doug Turnbull, responsável pela investigação.

As mitocôndrias não levam informação genética que define as características de uma pessoa. Deste modo, os bebés que nasçam através deste procedimento vão ser parecidos com os seus pais ‘reais’. Na sua concepção tiveram elementos genéticos de três pessoas, mas apenas o DNA nuclear dos seus pais terá influência na sua aparência física e noutras características gerais.

Com este processo, já se criaram 80 embriões viáveis que não se implantaram em nenhuma mulher. Mantiveram-se com vida em laboratório durante oito dias, até que alcançaram o estágio blastócito. Entretanto foram destruídos, como manda a legislação britânica.

A técnica não deixa de ser polémica porque supõe a manipulação do embrião e contém genes de três progenitores: do pai, da mãe mais um pequena adição de DNA mitocôndrial da doadora.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

Cientistas apresentam antepassado da barata em 3D

sábado, abril 17, 2010

Estudo publicado na «Biology Letters» permite perceber algumas características até agora desconhecidas deste insecto

A partir de um exemplar fossilizado de um Archimylacris eggintoni, antepassado das baratas, das térmitas e do louva-a-deus, com 300 milhões de anos, uma equipa de cientistas do Imperial College de Londres concebeu um modelo detalhado em 3D. Esta simulação permitiu aos cientistas perceberem algumas das características deste insecto, um dos mais comuns do período Carbonífero.O estudo foi hoje publicado na «Biology Letters».



O estudo levado a cabo pelos investigadores Russell Garwood e Mark Sutton revela que o Archimylacris eggintoni, com nove centímetros de comprimento e quatro de largura, tinha um alto grau de adaptação ao seu meio ambiente.

Os investigadores criaram as imagens utilizando um dispositivo de exploração por tomografia axial computorizada (TAC), existente no Museu de História Natural de Londres, o que permitiu fazer mais de três mil radiografias do fóssil.

Estas foram posteriormente compiladas num modelo 3D pormenorizado permitindo observar partes do seu corpo nunca antes vistas, como as antenas ou a boca.

De referir que estes cientistas, utilizando a mesma técnica, apresentaram o ano passado um modelo 3D de Cryptormartus hindi e Eophynus prestvicii, antepassados das aranhas do mesmo perído.

Fonte:http://rsbl.royalsocietypublishing.org/content/early/2010/04/08/rsbl.2010.0199.abstract?sid=df200009-2cdc-4907-af40-08c3e0f4feb5

Nanorobótica terá mais impacto na saúde do que na informática

sexta-feira, abril 16, 2010

Produzir célular artificiais pode ser possível

A nanorobótica terá grande importância para a informática e para a electrónica, mas o seu “maior impacto será na biologia e na saúde”, prevê o cientista luso-americano Aristides Requicha.

O cientista, que ontem proferiu uma conferência em Coimbra, acredita que “a Internet se vai transformar num sistema gigante de robótica distribuída”, em que, além de “aceder à informação”, também será possível “actuar no mundo físico e ver o que está a acontecer”.

Nessa altura, “para se ter uma boa informação acerca do que acontece no mundo” serão, no entanto, necessários “sensores, motores e outras coisas, todas ligadas numa rede enorme”, sustenta.


Tais sensores vão ter de ser “muito pequenos - micro ou nano -, para serem práticos”, adverte o especialista de origem portuguesa, residente nos Estados Unidos desde a década de 70, onde dirige o Laboratório de Robótica Molecular da Universidade de Southern Califórnia.

Saúde e biologia

A electrónica e a informática sofrerão, com a nanotecnologia, “alterações profundas, mas a sua influência será ainda maior na biologia e na saúde”, afirma.

Sensores vão ser muito pequenos
Sensores vão ser muito pequenos
Mas antes é necessário, por exemplo, que “sejamos capazes de fazer células artificiais” e isso ainda “levará tempo”, embora “agora já se esteja numa fase de contacto íntimo entre células naturais e as artificiais”, que ainda estão longe da fórmula pretendida.

Aristides Requicha não tem, contudo, dúvidas de que “na questão da saúde há, nesta área, potencialidades enormes”, embora ainda estejam “muito longe de ser realizadas”.

“O que existe actualmente são drogas, remédios dirigidos especificamente a certas células”
e continuam por identificar quais as células que padecem de males, como, por exemplo, de cancro.

Importante é, por isso, “perceber melhor o que está a biologia a fazer”, diz Aristides Requicha, que falava depois da conferência que proferiu, esta tarde, no Instituto de Sistema de Robótica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Entender as células


“Quando soubermos melhor o que está a acontecer, o que é uma célula está a dizer à outra ou porque é que uma célula resolve suicidar-se, ultrapassamos certos problemas
”, porventura “determinantes”.

Aristides Requicha, cientista luso-americano
Aristides Requicha, cientista luso-americano
“Faltam ainda muitas descobertas”
, mas “estamos a dar passos animadores”, afirma o cientista.

A questão da saúde também será uma das preocupações do Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, em Braga, disse Aristides Requicha, membro do Conselho Científico desta instituição que foi inaugurada no final do ano passado.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

A Lua que seria um Planeta

quinta-feira, abril 15, 2010

Titã, o maior satélite natural de Saturno, não deveria ser chamado de lua. Tem uma atmosfera mais espessa que a da Terra e superfície acidentada
por Ralph Lorenz e Christophe Sotin
Ron Miller
Era uma noite escura e tempestuosa em Titã. Mas frequentemente é assim. Uma neblina espessa e fumacenta está em toda parte, obscurecendo o Sol e Saturno. A distância, a chuva cai torrencialmente.
Se não soubéssemos que as imagens vieram de Titã, poderíamos pensar que fossem de Marte ou mesmo da Terra. Algumas pessoas na sala de controle viram a costa da Califórnia, outras, a Riviera Francesa, e uma dela disse que a maior lua de Saturno parecia seu quintal em Tucson. Por três semanas, a sonda Huygens ficou à deriva, dormente, após se desprender da espaçonave Cassini e ser mandada a caminho de Titã. Assistindo às cenas ansiosamente, sentimos profunda conexão com a sonda. Não apenas havíamos trabalhado na missão durante grande parte de nossa carreira, mas desenvolvemos seus sistemas e instrumentação, pondo nossa mente em seu lugar para imaginar como ela funcionaria em um mundo alienígena e desconhecido. Imaginávamos que Titã fosse parecida com as outras grandes luas do Sistema Solar exterior, como Calisto, cheia de crateras, ou como Ganimedes, repleta de ranhuras.

E assim, em 14 de janeiro de 2005, no Centro Europeu de Operações Espaciais, em Darmstadt, Alemanha, as imagens causaram tanto júbilo quanto estranheza. Nenhum de nós esperava que a paisagem fosse tão parecida com a da Terra. Conforme a Huygens descia, as imagens aéreas mostravam canais afluentes de rios cortados por córregos pluviais. Ela pousou no solo úmido de uma recente enchente, decorado com pequenas pedras arredondadas. O que era estranho sobre Titã: sua misteriosa familiaridade.

Agora, cinco anos depois, tivemos tempo para digerir as descobertas da sonda e colocá-las no grande quadro que a Cassini gradualmente nos forneceu, tendo passado mais de 60 vezes por Titã em sua órbita fechada em torno de Saturno. Em tamanho (maior que Mercúrio), dinamismo (mais ativa que Marte) e atmosfera (mais espessa que a da Terra), Titã é um planeta com outro nome. Uma grande variedade de processos geológicos molda sua superfície. O metano desempenha o papel da água na Terra. Ele evapora dos lagos, forma nuvens, precipita como chuva, esculpe vales e flui novamente para os lagos. Se a atmosfera tivesse um pouco de oxigênio e a temperatura não fosse -180oC, você se sentiria em casa em Titã.

Fonte:http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_lua_que_seria_um_planeta.html

Âmbar africano com 95 milhões de anos revela fauna do Cretáceo

segunda-feira, abril 12, 2010

Resultados da investigação foram publicados na «Proceedings of the National Academy of Sciences – PNAS»


Animais no âmbar com 95 milhões de anos (clique para  ampliar)
Animais no âmbar com 95 milhões de anos (clique para ampliar)
A descoberta na Etiópia de um depósito de âmbar com 95 milhões de anos está a ajudar os cientistas a reconstruírem uma primitiva floresta tropical. As dezenas de insectos, fungos e aranhas presos no depósito dão pistas para se perceber aquele ecossistema partilhado com os dinossauros durante o período do Cretáceo.

Os resultados desta investigação, realizada por um grupo de 20 cientistas, estão agora publicados na «Proceedings of the National Academy of Sciences – PNAS».


Este é o primeiro depósito de âmbar do Cretáceo descoberto no hemisfério sul, naquele que era o super-continente Gonduana. Na investigação, revelaram-se espécies de insectos e aranhas até agora desconhecidos, bem como novos fungos e até uma bactéria.

A investigação desenvolveu-se em várias áreas. Alguns autores trabalharam no enquadramento geológico e analisaram os fósseis sepultados no âmbar. Os investigadores Paul Nascimbene, do Museu de História Natural (Nova Iorque) e Kenneth Anderson, da Southern Illinois University, estudaram o próprio âmbar.

Descobriram que a resina que escoou das árvores é quimicamente semelhante a âmbares mais recentes de depósitos do Mioceno, encontrado no México e na República Dominicana. É a única resina fóssil descoberta até à data do período Cretáceo. “A árvore que produzia a seiva ainda é desconhecida”, explicam os investigadores.

A equipa que estudou os fósseis no âmbar descobriu 30 artrópodes de treze famílias de insectos e aranhas. Estes representam alguns dos primeiros registos fósseis africanos e incluem vespas, borboletas, besouros, uma formiga primitiva, um insecto raro chamado zoraptera e até uma aranha a tecer a teia.

Foram também identificados fungos que viviam na árvore, bem como filamentos de bactérias e restos de floração de plantas e fetos.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Chineses encontram animal misterioso em floresta

domingo, abril 11, 2010



Você faz alguma ideia de que bicho seja esse? O animal, encontrado em uma floresta da província de Sichuan, na região central da China, não possui pelo, tem um rabo grande parecido com o de um canguru e emite som semelhante a um miado raivoso. Será que se trata de uma nova espécie animal? O bichano já recebeu o apelido de “yeti oriental” (yeti é o famoso “Abominável Homem das Neves”, que seria descendente de um rei macaco que se casou com uma ogra) - apesar de yetis, segundo a lenda, viverem na região do Himalaia e serem maior que um homem (enquanto a criatura não tem nem 1 metro de comprimento).

Cientistas em Beijing estão analisando o DNA do animal e têm esperança de que possa se tratar de uma espécie nova de mamífero. Mas tem gente que duvida. O cientista de Oxford e apresentador de TV George McGavin acha que se trata simplesmente de um animal muito doente. "Você pode ver imediatamente que ele perdeu seu pelo, provavelmente por motivo de doença. Se for realmente uma nova descoberta, eu ficaria muito surpreso”, disse ao site do jornal inglês The Guardian.

McGavin entende do assunto e até já descobriu um mamífero novo na Nova Guiné (um rato gigante, provisoriamente chamado de rato Bosavi woolly). Segundo ele, há poucos animais grandes ainda não catalogados pela ciência. Quem realmente deseja ser o descobridor de uma nova espécie e dar seu nome a ela tem chances, mas deve se concentrar em seres bem menores – microrganismos, de preferência. É esperar para ver.


Fotos: reprodução

Fonte:http://super.abril.com.br/blogs/superblog/228243_post.shtml

Google Earth permite descoberta de novos fósseis

Tecnologia permitiu descobrir mais de 500 covas em região sul-africana já explorada

2010-04-14


Google permite explorar o globo através de um click
Google permite explorar o globo através de um click
Cientistas da Universidade sul-africana de Witswatersrand descobriram um novo fóssil de hominídeos no Berço da Humanidade da África do Sul.

Para esta descoberta, uma das mais importantes do ponto de vista paleoantropológico, a equipa de investigadores utilizou a tecnologia do Google Earth.

Descobriram-se restos de pelo menos dois esqueletos de hominídeos, conservados em boas condições, que datam de entre 1,78 e 1,95 milhões de anos.


Tudo começou em Março de 2008, quando o Lee Berger, professor da Universidade de Witswatersrand, em Joanesburgo, decidiu usar o Google Earth para localizar várias cavernas e covas de fósseis identificadas por ele e por alguns dos seus colegas durante as últimas décadas.

Além disso, o uso de Google Earth permitiu localizar novos fósseis, identificando o aspecto que apresentavam os depósitos nas imagens recebidas por satélite.

Nova espécie encontrada

No início do projecto havia aproximadamente 130 covas conhecidas na região e 20 depósitos identificados. Com a ajuda do Google Earth e as suas imagens de alta resolução, Berger pôde descobrir quase 500 covas e depósitos desconhecidos até ao momento, inclusive tendo em conta que esta área é uma das mais exploradas em África.

Lee Berger, investigador principal
Lee Berger, investigador principal

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/
Um destes depósitos deu lugar a uma descoberta de uma nova espécie, a Australopithecus sediba, que já caminhava erguida e que compartilhava muitas características físicas com as primeiras espécies do género homo.

A incorporação desta nova espécie no registo de fósseis pode dar resposta a algumas perguntas sobre os nossos antepassados em África.

Robôs do futuro sabem pedir ajuda

sábado, abril 10, 2010

Investigadora portuguesa da Carnegie Mellon
fala dos “co-bots”


Manuela Veloso
Manuela Veloso
Para Manuela Veloso, professora catedrática portuguesa da Universidade norte-americana de Carnegie Mellon, aquilo que define a próxima geração de robôs é a capacidade de decidir quando pedir “uma ajuda se faz favor”.

No seu departamento de ciências computacionais, já há dois destes “co-bots”, ou robôs de companhia, que desempenham tarefas simples, como ir buscar café, chá, água ou papéis e trazê-los de volta, e outras mais complexas, como guiar visitantes, pedindo ajuda a quem passa, conseguindo ultrapassar situações imprevistas, como uma porta fechada.

“Com os algoritmos que temos, os robôs decidem de maneira autónoma que precisam de ajuda e planeiam a quem vão pedir ajuda: aquela pessoa costuma ajudar, aquela não pode ser interrompida, aquela nunca diz as coisas certas, aquela não gosta de robôs”, explica Manuela Veloso.

“Introduzi um paradigma diferente. Agora o robô tem nos seus algoritmos a capacidade de perguntar, pedir ajuda: olhe, se faz favor, abra-me esta porta”
, diz em declarações à agência Lusa a propósito do fórum anual da associação de académicos e investigadores portugueses nos Estados Unidos que se realiza hoje e amanhã.

Em comparação, nalguns dos robôs mais sofisticados do mundo, como os “rovers” que a NASA tem em Marte, a acção é comandada à distância por humanos, não havendo iniciativa da parte da máquina. O desenvolvimento dos “co-bots” está a ser apoiado por uma empresa norte-americana – cujo nome é mantido em segredo - interessada na comercialização, que ainda enfrenta desafios.

“Estamos a fazer isto para que um dia se possa comprar. Mas não é trivial. Esta empresa está preocupada com coisas que ultrapassam a minha parte de investigação técnica”, não havendo ainda ideia precisa sobre quando possam chegar “às lojas”, diz Manuela Veloso.

Robôs  ajudam em tarefas
Robôs ajudam em tarefas
Geração "simbiótica"


Esta nova geração que a professora de Carnegie Mellon designa de “simbiótica” pode ser particularmente útil no desempenho de tarefas em locais públicos – como hospitais, museus ou no metropolitano - e em interacção com humanos. Dois anos depois do início do projecto, o passo seguinte é ter dois robôs a circular fora do departamento, em toda a Universidade. Até 2015, o objectivo é ter dez robôs operacionais.

“Foi a minha primeira paixão, torná-los autónomos. Faltava uma forma de operarem nestes ambientes muito complexos: como conseguir evitar cadeiras, mesas, não bater nas pessoas?”,
recorda a professora, que mantém uma colaboração com o departamento de robótica do Instituto Superior Técnico, onde se formou antes de ir para os Estados Unidos em 1984.

Grande adepta do programa de associação da universidade norte-americana, onde lecciona desde 1992, com congéneres portuguesas, Manuela Veloso afirma que voltar a radicar-se em Portugal é “difícil”, mas também “hoje é tudo digital, portanto interessa pouco onde se está”. “Tenho reuniões em teleconferência com o Técnico todas as semanas, há uma aluna lá com quem trabalho. E sou só um exemplo, neste programa há imensos professores norte-americanos que têm relações científicas com o Técnico, Porto, Aveiro Coimbra…”.

“Abriram-se portas incríveis para a presença científica internacional em Portugal. Muita gente aqui não sabia o que era a faculdade em Portugal e agora trabalha com portugueses”, afirma Manuela Veloso.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Dois esqueletos descobertos na África do Sul revelam nova espécie baptizada como «Australopithecus sediba»

sexta-feira, abril 09, 2010

Dois esqueletos descobertos na África do Sul revelam nova espécie baptizada como «Australopithecus sediba»


Restos dos dois exemplares encontrados
Restos dos dois exemplares encontrados
A descoberta de uma nova espécie de Australopithecus foi hoje anunciada na revista «Science». Baptizada como Australopithecus sediba, foi revelada através da análise de esqueletos de uma mulher e de uma criança com dois milhões de anos encontrados na África do Sul.

Esta descoberta pode ajudar os investigadores a perceberem melhor a evolução que deu origem ao género humano. O A. sediba (sediba significa “fonte” ou “origem” em língua Sesotho, um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul) tem características tipicamente primitivas dos australopitecos e de seres mais avançados, como os do género homo. Os cientistas chegam mesmo a perguntar-se este é um australopiteco ou o primeiro representante do género Homo.


Lee Berger, da Universidade sul-africana de Witwatersrand, que dirigiu a investigação, defende que este se trata de um bom candidato a “espécie de transição” entre os Australopithecus africanus e o Homo habilis, ou, até, a ser o antepassado directo de Homo erectus.

Os fósseis foram encontrados entre escombros no fundo de um sistema de cavernas esculpidas pela erosão de um rio, a 40 quilómetros de Joanesburgo. Os restos mortais estavam misturados com outros animais (tigres de dentes de sabre, ratos, coelhos e antílopes).

Crânio do «Australopithecus sediba»
Crânio do «Australopithecus sediba»
Durante os dois anos de investigação, os fósseis foram submetidos a vários tratamentos para se conseguir separar os ossos da rocha em que foram incorporados.

As análises revelaram que os esqueletos tinham braços compridos, mãos curtas e fortes, pélvis bastante evoluída e pernas compridas e perfeitamente capazes se suportarem o bipedismo. Ambos mediam 127 centímetros, a mulher pesada 33 quilogramas e o jovem 27 no momento da morte.

O tamanho dos seus cérebros varia entre os 420 e os 450 centímetros cúbicos. Apesar de pequenos do que o cérebro de um humano actual (1200-1600 centímetros cúbicos) a sua forma parece ser muito mais evoluída do que a dos australopitecos já conhecidos. De resto, a estrutura óssea faz lembrar as primeiras espécies do género Homo.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Café depois do almoço pode reduzir risco de diabetes tipo 2

quinta-feira, abril 08, 2010

Substância pode dimunir a absorção de parte da glicose adquirida durante a refeição

Horário  do consumo de café revela importância
Horário do consumo de café revela importância
Beber um café após o almoço reduz em 34 por cento o risco de diabetes tipo 2 nas mulheres, segundo um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition.

Apesar de existirem vários estudos que indicam que o café reduz o risco de desenvolver diabetes, este foi pioneiro a demonstrar que o horário em que o café é consumido pode interferir nesse efeito.


Para o estudo, a investigadora brasileira Daniela Sartorelli, da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, usou dados de uma pesquisa francesa que acompanhou, durante sete anos, 69 532 professoras francesas do ensino público, com idades entre os 41 e 72 anos. Todas as participantes tomavam uma chávena de café, com pelo menos 175 ml, após a refeição.

Foi verificado que as mulheres que consumiram café após o almoço tiveram um risco 34 por cento menor de desenvolver diabetes. Tanto as versões cafeinadas como as descafeinadas, com ou sem açúcar, apresentaram os mesmos benefícios.

No período do estudo, 1 415 mulheres desenvolveram a doença: 374, entre as que tomavam o café à hora do almoço e 1 051 entre as que tomavam uma quantidade menor ou que não bebiam café após a refeição.

Café fora de horas

Uma observação interessante é que o risco de desenvolver a doença não diminuía entre as voluntárias que tomavam café fora do horário do almoço ou que tomavam chá ou café com leite.

Segundo explicou a investigadora à Folha de São Paulo, existem duas explicações para este facto: “o café pode ter diminuído o risco de diabetes por atrasar ou reduzir a absorção de uma parte da glicose adquirida ao almoço, ou a bebida pode ter protegido da doença porque, depois do almoço, costuma ser consumida sem leite”.

Apesar de o estudo ter sido realizado só com mulheres, a investigadora acredita que, provavelmente, os resultados podem ser extrapolados para os homens.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Nova forma de insulina que pode ser inalada

sábado, março 27, 2010

Implica menor risco de hipoglicemia e de aumento de peso

Este  novo dispositivo do tamanho de um polegar permite que a insulina seja  inalada
Este novo dispositivo do tamanho de um polegar permite que a insulina seja inalada

Cientistas americanos descreveram uma nova forma de insulina de acção ultra rápida destinada às horas das refeições que é inalada, sendo absorvida pelo organismo através dos pulmões.

Devida à rapidez da absorção, este novo método imita a resposta insulínica prévia normal observada em indivíduos saudáveis, controlando o rápido aumento dos níveis de açúcar no sangue que ocorre em pessoas com diabetes, imediatamente após uma refeição.


De momento, a AFREZZA está a aguardar a aprovação da U.S. Food and Drug Administration (FDA). Contudo, promete ser uma melhor alternativa às actuais injecções na medida em que provoca menor risco de hipoglicemia e implica um menor aumento de peso, comparativamente com outros tratamentos de insulina.

Este novo método de administração de insulina recorre à tecnologia Tecnosfera, que também é aplicável a uma grande variedade de fármacos que actualmente são injectados e que quando tomados por via oral, tal como a insulina, deterioram o estômago.

Outro produto se vale da tecnologia Tecnosfera é o MKC-180. Trata-se de uma formulação com hormonas naturais que controla o apetite e que está sob investigação como uma terapia para a obesidade. “Em estudos não clínicos foi verificada uma notável redução na ingestão de alimentos”, refere Andrea Leone-Bay, da MannKind Corporation, a biofarmacêutica responsável por este novo método e que também está a testá-lo em analgésicos e fármacos para a osteoporose.

"A nossa plataforma tecnológica é baseada em partículas formadas pela auto-montagem de uma pequena molécula"
, explica Leone-Bay, acrescentando que as drogas são inseridas nessas partículas, que depois são secas de forma a tornarem-se num pó. Ao usar este dispositivo, o paciente inala uma pequena quantidade desse pó, que se dissolve imediatamente após a inalação, sendo absorvido pela corrente sanguínea, processo este muito mais rápido do que uma injecção do mesmo medicamento.

Fonte: http://www.cienciahoje.pt/

Bebês têm predisposição para dançar

sexta-feira, março 26, 2010

Um novo estudo realizado com 120 crianças entre os cinco meses e os dois anos revelou que o ser humano nasce com uma predisposição natural para se mover ritmicamente como resposta à música que ouve.


“ A nossa investigação sugere que é a batida, em vez de outras características da música, como a melodia, que produz a resposta em recém-nascidos”, referiu Marcel Zentner, psicólogo da Universidade de York, na Inglaterra, acrescentando que também foi verificado que quanto melhor as crianças eram capazes de sincronizar os seus movimentos com a música, mais sorriam.

Para testar a predisposição dos bebés para a dança, os investigadores reproduziram gravações de música clássica, de batidas rítmicas e de discursos para crianças, tendo filmado os resultados. Recrutaram também bailarinos profissionais para analisar o quão bem os bebés sincronizavam os seus movimentos com a música.

Durante a experiência, os bebés estavam sentados no colo dos pais. Já os adultos receberam instruções para que não se movessem e usaram auscultadores para se ter a certeza de que não conseguiam ouvir a música. Os investigadores verificaram assim que os bebés moviam muito mais os braços, as mãos, as pernas, os pés e a cabeça ao ritmo da música do que quando ouviam os discursos gravados.

Embora esta capacidade de resposta à música pareça não ser nata ao ser humano, os investigadores não têm ainda certezas sobre as razões que levaram à evolução desta predisposição para a dança, pelo que deverão ser realizados novos estudos para apurar esta questão.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Console com imagens 3D não precisa de óculos especiais

quinta-feira, março 25, 2010

Nova máquina de jogos lançada em Março


Nintendo 3DS com novos jogos
Nintendo 3DS com novos jogos
O gigante japonês dos jogos de vídeo Nintendo anunciou o lançamento dentro de um ano de uma nova consola com imagens em três dimensões (3D), que não necessita de recurso a óculos especiais.

Esta consola, provisoriamente baptizada como “Nintendo 3DS”, será lançada até Março de 2011. Será “a nova máquina de jogos portátil que sucederá à série Nintendo DS”, da qual foram vendidos 125 milhões de exemplares em todo o Mundo desde 2004, afirmou o grupo japonês num comunicado.

A “Nintendo 3DS” será plenamente compatível com os jogos para a Nintendo DS e Nintendo DSi. O grupo sublinhou que vai revelar mais pormenores durante a feira dos jogos vídeos E3 em Los Angeles, Califórnia, a 15 de Junho.

De acordo com o diário Nikkei, a nova consola será equipada com um ecrã de 4 polegadas (10,2 cm) de diagonal, ligeiramente mais pequeno que o da DSi. A consola terá também um joystick que permite deslocações em três dimensões, e um mecanismo de retrocesso que permitirá ao jogador, por exemplo, sentir fisicamente uma colisão de um personagem, afirmou o jornal.

Avatar  iniciou sucesso do 3D
Avatar iniciou sucesso do 3D
Sucesso de Avatar


Os recentes sucessos de filmes em três dimensões como Avatar levaram os gigantes mundiais da electrónica, como os japoneses da Sony e Panasonic ou os sul-coreanos da Samsung, a acelerar o desenvolvimento de produtos audiovisuais 3D.

A maior parte dos analistas considera contudo que a necessidade de usar óculos especiais constitui um travão ao sucesso dos produtos 3D, o que provocou o desenvolvimento recente de tecnologias que permitem anular este acessório. A informação fez de saltar a acção Nintendo à Bolsa de Tóquio. À semi-sessão de quarta-feira, o título ardia de 9,55 por cento à 30.500 ienes.


Fonte:http://www.cienciahoje.pt/

Scanner de nariz permitirá identificar criminosos

quarta-feira, março 24, 2010

Nova técnica PhotoFace será mais eficiente

PhotoFace para o scanner a 3D
PhotoFace para o scanner a 3D
Cientistas britânicos, da Universidade de Bath, desenvolveram uma nova técnica de identificação mais eficiente para criminosos, do que a leitura da íris ou da impressão digital – o scanner de nariz.

A equipa de investigação, fez um scanner de narizes a três dimensões (3D) e classificaram-nos por extremidade, perfil da ponta e área entre os olhos e identificaram seis tipos: romano, grego, núbio, falcão, arrebitado e dobrado.

Segundo Adrian Evans, líder do estudo, “o nariz é difícil de esconder” e refere que esta parte do rosto humano poderia ser usada para identificação em sistemas de vigilância.

Esta parte do rosto tem sido ignorada pelo campo da biometria, mas o estudo mostra que permite identificar características físicas distintas e precisas entre as pessoas. O rosto é modelado por computador para que o nariz seja analisado em detalhe, através de um sistema chamado PhotoFace para o scanner a 3D, desenvolvido pela Universidade de West of England.

Adrian  Evans e equipa de investigação
Adrian Evans e equipa de investigação
Método não é infalível


Foram identificadas medidas pelas quais os narizes podem ser reconhecidos e por isso, desenvolveram um software baseado nestes parâmetros. Mas “não existem métodos infalíveis”, sublinha ainda Evans, acrescentando que há possibilidade que aparecer alguém “com o nariz partido, usar um falso ou ter feito uma cirurgia plástica, mas para alterar sua identidade a cirurgia deve ser realmente drástica."

A investigação é baseada no estudo de 40 narizes, mas a base de dados foi agora expandida para 160, com objectivo de realizar testes mais detalhados para avaliar se o software pode seleccionar pessoas de um grupo maior e distingui-las de potenciais parentes.



Fonte: http://www.cienciahoje.pt/



Pele pode ser ecrã do futuro

quinta-feira, março 18, 2010

Aparelho electrónico projecta imagens nos braços ou mãos e um biosensor decteta ordens



Na ficção científica abundam os exemplos de aparelhos electrónicos que se conectam ao corpo humano. A Microsoft, em colaboração com investigadores da Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, acaba de lançar um dispositivo capaz de transformar a pele numa tela táctil onde se visualizam as imagens dos dispositivos electrónicos e sobre a qual executam ordens.

A mecânica do Skinput baseia-se em reconhecer os toques aplicados dobre a pele. Segundo os cientistas, quando se toca levemente numa parte do corpo, esta transmite uma pequena vibração ao organismo, como a onda expansiva que se forma quando lançamos uma pedra à água.


Esta vibração emite sinais acústicos de baixa frequência imperceptíveis ao ouvido humano. A equipa desenvolveu um biosensor capaz de localizar este sinal acústico, com 95 por cento de probabilidades de reconhecer as ordens recebidas.

Para que o Skinput funcione é necessário estabelecer que ordens do teclado irão ter as diferentes zonas do corpo. O biosensor reconhecerá de onde procede o sinal e poderá executar a tarefa correspondente.

“Conseguimos um nível sucesso de 95 por cento”, garantiu Chris Harrison, da Carnegie Mellon. Segundo o mesmo investigador, “isto supões uma falha em cada 20 ordens, uma precisão similar à de um iPhone”, o telefone móvel da Apple.

Uma vez que o sinal chega ao biosensor é reenviado para o dispositivo electrónico, graças às redes inalámbricas (em inglês wireless network).

iPhone na palma da mão

Esta tecnologia funciona sobre todo o corpo mas os investigadores centraram as suas aplicações sobre o braço. O dispositivo consiste numa bracelete que pode colocar-se em qualquer altura. Assim, o centro de comando tanto pode estar na palma da mão como no antebraço.

O biosensor pode ir acompanhado de um projector que envia as imagens do dispositivo para a pele, onde o usuário pode ver o menu do aparelho. “Mesmo que pareça uma loucura, na palma da mão podem executar-se todas as tarefas de um iPhone”, explica Harrison.

Contudo, o projector nem sempre é necessário graças à propriocepção, ou seja, a percepção que as pessoas têm do seu próprio corpo e a qualidade pela qual nos movemos no escuro.

Esta característica faz com que “não seja necessário um projector para muitas das aplicações como por exemplo para os reprodutores de áudio”, acrescenta o cientista.

O motivo para desenvolver este tipo de tecnologias tem a ver com “a superfície cada vez mais reduzida dos dispositivos electrónicos”, explicou Harrison. Segundo os investigadores, este feito “reduz a sua funcionalidade e limita a interacção espacial”, no então “a pele aumenta a superfície e é mais acessível”.

O aparelho ainda não está pronto para entrar no mercado, mas Harrison garante que o protótipo da bracelete “é muito barato, já que nos custou 37 euros”.

Segundo o especialista, “o Skinput é uma tecnologia de vanguarda onde se pode ver o futuro da electrónica”.

Fonte:http://www.cienciahoje.pt/